CONDUÇÃO, MOBILIDADE E SEGURANÇA PARA MAIORES DE 65 ANOS!

 
É fundamental que as capacidades físicas e mentais dos condutores e peões não se encontrem afectadas para circular em segurança na via pública.

Estas capacidades tendem a diminuir com o processo natural de envelhecimento.

 

CAPACIDADES E SEGURANÇA NA VIA PÚBLICA

 

Com a idade diminuem os reflexos, as capacidades auditivas, visuais, de raciocínio, de percepção, de atenção, de concentração, de mobilidade e de coordenação motora, bem como a capacidade de manobrar o veículo.

 

Subjacente à perda destas capacidades está a diminuição da capacidade de previsão e antecipação do risco e o aumento do tempo de reacção.

 

Há que ponderar que o risco de acidente pode aumentar nesta faixa etária, quer por dificuldades, por vezes encontradas nestas idades quer pelo comportamento dos outros utentes da estrada.

 

Quando procedemos à caracterização da sinistralidade rodoviária nesta faixa etária, com base nos dados referentes ao somatório do triénio 2001-2003, face ao total dos condutores envolvidos em acidentes com vítimas sobressai que:

 

 Nos veículos ligeiros, o peso percentual dos condutores intervenientes em acidentes com vítimas, vítimas mortais e feridos graves foi 5,6%, 10,5% e 6,0%, respectivamente.

 Nos ciclomotores, estes valores assumem ainda maior significância – 15,3% (intervenientes), 28,10% (vítimas mortais) e 16,6% (feridos graves).

 A preponderância da doença súbita como causa provável dos acidentes – 14,1% nos condutores de veículos ligeiros e 33,3% nos condutores de ciclomotores.

 

Já no que respeita ao universo da população de peões vítimas, 42,3% das vítimas mortais e 32,0% dos feridos graves tinham idade igual ou superior a 65 anos.

 

DOENÇAS CRÓNICAS

 

A capacidade para circular em segurança pode ver-se comprometida por situações de doença súbita e crónica quando descompensada, como sugerem os elevados índices estatísticos que se verificam na categoria ‘doença súbita’ enquanto causa provável de acidente neste grupo etário

 

Algumas doenças crónicas e em especial as de carácter degenerativo e demencial têm um efeito debilitante ou incapacitante na mobilidade em geral e na condução em particular.

 

 Se sofre de artrite reumatóide, epilepsia, diabetes, doença cardíaca e de hipertensão arterial, doença neurológica ou do foro mental, deverá tomar maiores precauções, devido às limitações que estas doenças provocam e aos efeitos dos medicamentos potenciarem ainda a perda natural de capacidades associadas à idade.

 

 

MEDICAMENTOS

 

Deve tomar os medicamentos prescritos pelo seu médico respeitando as doses, os horários e o número de tomas.

Tenha em atenção que os efeitos dos medicamentos podem ser prejudiciais para a segurança rodoviária, especialmente quando se tomam vários em simultâneo, no início do tratamento e em idades mais avançadas.

 

Deve estar atento aos efeitos dos medicamentos para:

 

 insónias, doenças nervosas, problemas reumáticos, cardíacos e de tensão arterial e todos os que actuam a nível do sistema nervoso central (psicotrópicos)

 diabetes

 epilepsia

 dores

 alergias

 reumático

 tosse (xaropes)

 olhos (gotas ou pomadas)

 gripes

 anestesias

 

 

Verifique sempre com o seu médico, farmacêutico ou através do folheto informativo que acompanha o medicamento, se os seus efeitos podem afectar a sua

capacidade para circular na via pública em segurança, quer como condutor quer como peão.

 

 

SINAIS DE ALERTA

 

Esteja atento aos seguintes sinais de alerta:

 

 perturbações da percepção, especialmente da audição e da visão, com especial realce para a visão nocturna e periférica, esta última muitas vezes

comprometida também pela diminuição da amplitude de movimentos da cabeça e pescoço

 insegurança, hesitação ou tempo de reacção mais longo

 confusão mental, vertigens, náuseas, tonturas ou simples mal-estar

 dificuldade em pensar claramente ou em se concentrar

 tremores, alterações da mobilidade e da coordenação motora, movimentos involuntários

 fadiga, sonolência ou cansaço

 irritação ou agressividade

 excesso de confiança/perda da noção de perigo

 irregularidades na condução, variando entre velocidade lenta e rápida ou dificuldade de manter a trajectória.

 

Na ocorrência de algum destes sinais não conduza sem consultar o seu médico.

 

 

ALIMENTAÇÃO

 

 Refeições pesadas e com muitos hidratos de carbono provocam uma sensação de enfartamento, dificuldade de digestão e sonolência que podem dificultar as capacidades de reacção a eventuais perigos na via pública.

 Não ingira bebidas alcoólicas porque o consumo de álcool aumenta estes efeitos, especialmente quando associado a medicamentos.

 

 

REGRAS DE SEGURANÇA INDICAÇÕES PRÁTICAS

 

 Circule na via pública apenas se sentir que pode fazê-lo em segurança.

 Se não conduz há algum tempo procure actualizar-se e preparar-se antes de voltar à estrada.

 Não descure o uso de acessórios de segurança independentemente do percurso efectuado, uma vez que a susceptibilidade a lesões graves decorrentes de um eventual acidente é consideravelmente mais elevada.

 Enquanto peão ou condutor evite situações que lhe dispersem a atenção, causem desconforto, desorientação ou insegurança.

 Sobretudo como peão, não negligencie a importância de ver e ser visto.

 Sempre que possível faça viagens curtas e planeadas, durante o dia, com velocidade moderada, estudando os percursos e utilizando preferencialmente caminhos conhecidos, com pouco tráfego e que não exijam manobras complexas.

 Seja especialmente cuidadoso se tomar medicamentos, se conduzir após refeições pesadas, se ingerir álcool, se sentir sono, cansaço, dores ou mal estar.

 

 

CONSULTE SEMPRE O SEU MÉDICO DE FAMÍLIA

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