x
Este site utiliza cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Saiba mais

Pneu Usado Pode Ser Arriscado

A ACAP e a Comissão Especializada de Produtores de Pneus, seus Associados, lançaram a Campanha “Pela sua segurança – Pneu Usado, Pode Ser Arriscado!”, com o objectivo de sensibilizar o consumidor para os riscos inerentes à utilização de pneus usados, não controlados, de origem desconhecida.

 

Os pneus são o único elemento do veículo em contacto com o solo. É por isso que são essenciais para a segurança de um automóvel. E na segurança não se poupa – o barato pode sair caro.

 

Existe um risco associado à aquisição de pneus usados, ainda que visivelmente em bom estado, especialmente os que têm um passado desconhecido ou duvidoso. Os pneus usados podem ter sido expostos a utilizações, manutenções e armazenamento impróprios, podendo estar danificados ao ponto de os tornar não utilizáveis.

 

Ao comprar pneus usados, não controlados, o consumidor pode incorrer em riscos de segurança, pela perda das qualidades originais e danos não visíveis do pneu, risco de ilegalidade, se o pneu não tiver a profundidade mínima de lei, risco de perda de dinheiro por gastos imprevistos e até risco de afectar o ambiente.

 

Resultados recentemente apresentados, após uma Campanha de revisão de pneus, referem que um em cada três veículos circula com pneus com pressão incorrecta, 9% circulam abaixo do limite legal de piso de 1,6mm e 17% dos pneus tem danos visíveis.(1)

 

Estudos desenvolvidos, concluem ainda que, de todos os veículos implicados em acidentes com vitimas e que apresentavam algum problema mecânico, 62% dos mesmos tinham defeitos nos seus pneus e que num em cada 100 acidentes mortais estão implicados directamente defeitos nos pneus dos veículos.(2)

 

Por diversas vezes, testes comparativos têm vindo a evidenciar graves problemas de qualidade dos pneus importados, não controlados, relacionados com a segurança, principalmente na condução em piso molhado e distância de travagem em piso seco.(3)

 

Considerando o impacto sócio-económico desta problemática, a Campanha tem o apoio de diferentes Entidades com responsabilidades reguladoras, inspectivas e ambientais, que se prontificam a actuar com o objectivo de promover a segurança rodoviária, menores impactes ambientais e, ainda, prevenir custos decorrentes do incumprimento da legislação vigente.

 

A introdução de pneus usados, não controlados, de origem desconhecida, tem implicações negativas na segurança rodoviária, custos para o País e para o ambiente que importa combater:

 

- A introdução destes pneus usados no mercado nacional não está sujeita ao mesmo controle da garantia das qualidades originais, do que os pneus em estado de novo, em prejuízo dos consumidores e da livre concorrência dos agentes económicos, retirando, assim, eficiência às actividades inspectivas.

 

- Não raras vezes estas práticas fogem às obrigações para com o Sistema de Gestão de Pneus Usados da Valorpneu, prejudicando a desejável justiça do Sistema, um Ecovalor equitativo e uma leal concorrência.

 

- Estes pneus usados importados, não controlados, têm um maior custo de reciclagem e um maior risco de abandono (maior impacto ambiental e ameaça à saúde pública).

 

Assim, o IMTT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, a ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, a Unidade Nacional de Transito e a Valorpneu, actuarão ao nível da sensibilização, adaptação da legislação e fiscalização da utilização e venda de pneus usados, em eventual violação da legislação em vigor, de acordo com as suas competências específicas.

 

As Entidades promotoras da iniciativa vão lançar, em simultâneo, uma campanha publicitária, informação em folhetos e nos respectivos websites, com dicas e conselhos úteis ao consumidor na aquisição, montagem e utilização de pneus.




Confira algumas dicas de segurança:




1. QUE PNEU UTILIZAR?
Para optimizar o comportamento do veículo e adaptá-lo às suas necessidades, os fabricantes desenvolveram diferentes gamas. Aconselhe-se com um profissional.
 
O que diz a lei?
• Sobre o mesmo eixo, é obrigatório montar dois pneus idênticos (mesma marca, mesmo desenho de escultura…)
• No Inverno, a utilização de pneus específicos (neve, com pregos…) e/ou de correntes pode ser obrigatório em certas condições.

2. A MONTAGEM: UM TRABALHO DE PROFISSIONAIS
Esta complexa operação consiste em montar um conjunto composto de uma jante, de um pneu e de uma válvula, sem esquecer do ar a pressão.
Todas as intervenções confiadas a um profissional garantem o escrupuloso respeito das normas dos fabricantes de pneus, dos construtores e da legislação. 
Ele poderá detectar eventuais anomalias susceptíveis de afectar a sua segurança.

3. A PRESSÃO ADEQUADA
A cada volta da roda, o pneu se deforma cerca de 12 vezes por segundo, num veículo a 90 Km/h.
A pressão determina a amplitude das deformações.

A pressão insuficiente:
Quando a pressão é insuficiente, a temperatura eleva-se excessivamente, provocando a fadiga dos seus elementos e um desgaste anormal.
Também o comportamento do veículo é comprometido.
Os danos podem ser irreversíveis e perigosos. Além disso, o consumo de combustível aumenta.

A pressão excessiva:
Afecta a estabilidade do veículo, já que diminui a superfície de contacto com o solo.
O conforto e a duração são igualmente penalizados.

4. MANUTENÇÃO HABITUAL
Um pneu perde pressão devido à passagem normal do ar através dos seus componentes, pequenas perfurações, fugas nas válvulas ou através da união pneu/jante.
Por segurança e conforto, deve-se verificar as pressões pelo menos uma vez por mês e sempre antes de uma longa viagem, sem esquecer a roda suplente.
 
5. O DESGASTE: FACTORES DE RISCO
O desgaste de um pneu é mais rápido ou mais lento em função de diversos factores:
• Sinuosidade e revestimentos das estradas.
• Estilo de condução.
• Estado mecânico do veículo.
• Pressão dos pneus

O principal risco é a perda de aderência em solo molhado, quando o desenho da escultura restante não é capaz de evacuar a água entre a superfície de contacto e a estrada: é quando ocorre o aquaplaning.

O que diz a lei?
Os pneus devem apresentar esculturas aparentes em toda a superfície da banda de rolamento.
Não devem apresentar cortes profundos nos seus flancos.
Durante toda a sua utilização, os canais principais da banda de rolamento devem ter uma profundidade mínima de 1,6 mm1*

Desgaste anormais:
As rodas de um veículo não estão “paralelas ou direitas”, formam ângulos com o eixo do veículo para optimizar o seu comportamento:
Estas regulações – a geometria, especialmente o paralelismo – podem desajustar-se, depois de um impacto, por exemplo, isto provoca um desgaste irregular característico.

6. VIGIAR O ASPECTO DO PNEU
Outros sintomas podem conduzir a uma substituição antecipada dos pneus:
• Gretas, frequentemente ligadas ao envelhecimento das borrachas.
• Cortes (nos flancos ou na banda de rolamento).
• Deformações localizadas, impacto, aspecto suspeito…
Em todos os casos, consultar um especialista em “Lista de Centros Técnicos”

Type the text here

Copyright © 2017 SOPNEUS - by LV Engine