Apresentação do novo Mercedes-Benz CLS

Na nossa opinião, o CLS foi um dos modelos mais atraentes que nasceu no berço da Mercedes, graças a uma carroçaria tradicional de quatro portas, mas envolvida em linhas de coupé. O resultado foram 170 000 unidades vendidas até hoje.
Agora, chega a segunda geração e as expectativas de um primeiro contacto eram elevadas, o que aconteceu na sedutora zona da Toscânia, em Itália. As estradas abriram-se para os quase cinco metros de comprimento por 1,88 metros de largura exibidos pelo novo CLS. A pose é elegante, mas não deixa de ter um aspecto robusto e musculado.
Na nossa primeira impressão, preferimos o design da dianteira, em contraste com o da traseira, que nos parece mais clássico. Mas não estranhe se, daqui a alguns meses, estivermos a afirmar precisamente o contrário. É que, nestas coisa da estética, o tempo tem, inúmeras vezes, o condão de dar cabo de julgamentos sumários… O toque futurista é dado pelas 71 luzes LED presentes nas ópticas dianteiras e traseiras.
Já no que toca à qualidade e requinte do habi - táculo, o tempo só pode realçar as primeiras sensações, muitos boas por sinal. O ambiente é muito acolhedor, graças a uma qualidade geral acima de qualquer suspeita e a um nível de acabamentos digno do melhor que se faz nesta indústria.
O desenho do tablier, do painel de instrumentos e da consola central só merecem elogios, além de incentivarem a usufruir de muitos quilómetros ao volante, de preferência sem destino marcado. Infelizmente, o CLS que temos em mãos
CLS 250 CDI EM MARÇO
Numa primeira fase, apenas vão existir duas versões: o V6 Diesel 350 CDI com 265 cv e o 350 CGI a gasolina com 306 cv. A maior surpresa está reservada para Março, altura em que chega a versão 250 CDI equipada com a unidade turbodiesel de quatro cilindros, com 204 cv e 500 Nm de binário, que irá custar 69 550 euros. Gradualmente, irão surgir as mais potentes cheversões a gasolina, nomeadamente as que ostentam a assinatura AMG.
Tendo em conta as especificações do mercado português, o 350 CDI, apesar de custar cerca de 3000 euros mais do que o 350 CGI, deverá ser a versão mais procurada entre nós nesta pr imeira fase de comercialização, e, por isso, foi a que mereceu maior atenção da nossa parte nesta apresentação internacional.
Não é preciso andar muito para se perceber que seguimos num luxuoso tapete voador… sobre rodas. O nível de conforto é difícil de descrever, mas a dinâmica evoluiu consideravelmente face ao modelo anterior, muito por culpa de um châssis muito bem elaborado, com a suspensão a controlar com eficácia os movimentos da carroçaria em sucessões de curvas mais exigentes. Sobretudo quando se conta com opcionais como a suspensão pneumática ou o pack desportivo, que inclui uma menor altura ao solo. A direcção tem um tacto muito bom, e este é, provavelmente, o elemento onde notámos maior evolução num Mercedes. Isto porque a caixa automática de sete velocidades também cumpre o seu papel com maior eficácia e rapidez na leitura das situações.
EQUIPAMENTO REFORÇADO Na lista de equipamento também há novidades, com os maiores destaques a incidirem nos faróis bi-Xénon com função direccional e comutação automática entre médios e máximos, e no assistente activo de faixa de rodagem, que chega ao ponto de “empurrar” o CLS para o centro da faixa caso estejamos distraídos com o volante. O mais curioso é que o sistema detecta quando a acção é propositada e… ignora-nos! Ou seja: só funciona quando é mesmo um distracção. Ou, então, quando conseguimos ser bons actores! No âmbito da segurança, todos os CLS passam a contar de série com nove airbags, incluindo um para protecção específica da zona pélvica.
Em suma, conduzir o novo CLS foi uma experiência marcante, pelo conforto e pela qualidade da dinâmica, que não deixa de exibir uma agilidade surpreendente para um automóvel com 1815 kg de peso. O espaço abunda, a mala é generosa e o único senão será o cuidado a ter na hora de enfrentar a tentadora lista de opcionais.
Fonte: Automotor

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